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O ano era 1982 e aquele “negrinho” dos Jackson 5 já havia mostrado que o talento ‘castratto’ não só havia se mantido com o passar da idade (ele agora tinha 24 anos), como também havia aumentado, com o lançamento da ótima mistura de ‘R&B’ e ‘discomusic’ no disco Off The Wall (cujo carro-chefe havia sido a canção Can’t stop (‘till you get enough) e que é lembrada até hoje através da abertura do sofrível global VideoShow)... Mas foi mesmo com o disco mais vendido da História, Thriller, que Michael Jackson mostrou o genial artista (cantor, dançarino e homem de negócios) que era, acima de qualquer preconceito! Infelizmente, mesmo com a qualidade de alguns trabalhos posteriores, Thriller foi mesmo o seu ápice de talento e ousadia, e, de lá pra cá, assim como se deu com outro Rei (no talento e nas esquisitices, Elvis Presley), só houve descida até o recente desfecho melancólico...
Mas falemos do que realmente interessa: vindo de duas pequenas obras-primas dos anos 80 (Os Irmãos Cara-de-Pau e Um Lobisomem Americano em Londres), o “Diretor dos Anos 80” (ao lado de Spielberg), John Landis, foi convidado por MJ para escrever e dirigir o material para a canção-título do seu novo disco Thriller. Entretanto, o Mestre Landis não só dirigiu com maestria o videoclipe (que você pode acompanhar, na íntegra, na galeria ‘Sing It’ ao lado), como também fez de Thriller mais uma pequena obra-prima em seu currículo! Infelizmente, as dobradinhas Landis/Jackson que se seguiram nunca mais conseguiriam repetir o excelente resultado: em Black or White, apesar de bem razoável, especialmente por aquele clássico efeito da transmutação, o clipe acabou tolamente esticado até as polêmicas cenas de explosão violenta de Michael, sem esquecer o uso desnecessário de Macaulay Culkin; e em Do you remember, mesmo com grande elenco negro, tudo era chatinho demais...
Não desço a homenagens chinfrins ao artista que se foi cedo ou a pieguices dos ridículos programas vespertinos da TV aberta, muito menos perderei meu tempo falando do ‘Wacko Jacko’, do menino maluquinho cheio de esquisitices alimentadas pelos tablóides (ou pelo próprio artista): como diria Caetano, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é! Prefiro ouvir meu disco Thriller, cheio de clássicos memoráveis... Thriller, em Inglês, significa algo que provoca calafrios, que estremece (normalmente usado para designar gênero de filmes com suspense e ação), justamente o que se sente ao se ver (e rever) esta aula de clipe, com a fantástica maquiagem de Rick Baker (o mesmo de Um Lobisomem Americano em Londres), as ótimas metalinguagens (filme dentro do filme; voz de Vincent Price, astro de clássicos do Terror), a inesquecível coreografia dos zumbis...

É São João! É tempo de festa com o dinheiro público! Anarriê: é a quadrilha do Senado pra você! É, minha senhora, é assim porque o Coronel Bigode, que já sujou tanto, disse que não foi eleito presidente pra limpar lixeira – afinal, como vaticinou o delegado barbudo, o "velhinho" não pode ser tratado como um homem comum: verdade; senão, já estaria preso em Pedrinhas, em Bangu ou na cadeia do arraiá, junto com sua ‘famiglia’ toda! Olha a chuva! É mentira... Olha a bandalheira do ato secreto! É verdade...
É São João! É Santo Antônio, São Pedro: são três estrelas a brilhar no céu, como diria a bela canção do grande percussionista maranhense Papete! E no Maranhão o arraial é mais bonito! Tudo bem que não haja aquelas barraquinhas lúdicas do Sul-Sudeste, mas não há, oh, gente, oh, não, festa como essa do Maranhão: acima de qualquer bom baião ou quadrilha (estilizada ou de pé no chão), aqui tem Bumba-meu-boi, cheio de lendas, belezas e sotaques, tem Tambor de Crioula, tem Cacuriá e muita coisa boa pra experimentar (arroz de cuxá, mingau de milho/canjica, camarão seco e vatapá)!










